segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

AS JÓIAS NO PÓS-GUERRA


 Após passar pelo requinte e originalidade da Art Noveau e da Art Deco, a joalheria viveu momentos de estagnação, principalmente na Europa.Com o início da Segunda Guerra Mundial, não havia clima para a alegria e o brilho das jóias.Várias indústrias de jóias forram arrasadas ou destruídas, e as que haviam conseguido sobreviver às agruras desse período perderam a maior parte de sua mão-de-obra e também dos seus clientes.
  Grande parte dos artesãos foram convocados para a guerra.Os ourives que trabalhavam para a Cartier, por exemplo, participaram da fabricação de equipamentos de navegação e peças de câmeras.Já os joalheiros que conseguiam manter seu negócio funcionado, deparavam-se com outra enorme dificuldade: a obtensão de metais e gemas preciosos.Esse artigos se tornaram escassos e, em alguns casos, era simplesmente impossível encontrar quem os fornecesse.
  Foi somente com a libertação de Paris, em outubro de 1944, que empresas tradicionais como o Boucheron,Cartier, Chaument e Van Cleef&Arpels puderam, finalmente , reabrir suas portas.Já nos Estados Unidos, a influência da guerra foi menos direta, pois toda a ação militar desenvolveu-se longe do território americano, apesar de seu envolvimento.Isso permitiu que os joalheiros americanos e as filiais de empresas européias, principalmente as parisienses, pudessem continuar seus negócios "normalmente", na medida do que era possível e do a Guerra permitia.
  Ao estourar a Segunda Guerra, em 1939, a joalheria estava utilizando muito ouro vermelho e rubis, tiras de ouro amarelo e chuvas de safiras, grandes pedaços de citrinos, águas-marinhas, ametistas e pedras lunares enormes em forma de gota.Por causa dessa rica mistura de temas e inspirações, presentes em todo o século XX, passou a ser chamada de joalheria cocktail.Esse estilo desenvolveu-se, de certa forma, a partir da Art Deco e da Era das Máquinas, mas possuía peculiaridades e estilos próprios.

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