quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PÉROLA CULTIVADA

As pérolas cultivadas e as naturais são idênticas em aparência. Entretanto, as cultivadas são formadas por indução do homem. O cultivador abre a concha, faz uma incisão no epitélio do molusco e insere um pedaço pequeno de epitélio de outro molusco, em conjunto com uma esfera de madrepérola.
Depois que o molusco se refaz da operação, ele é colocado em uma gaiola submersa, para produzir a pérola. Algumas vezes, só o epitélio é implantado para a estimulação da pérola cultivada (anucleada). São exemplos as pérolas cultivadas em água doce.O processo de nucleamento para o cultivo de pérola é muito delicado: de três moluscos nucleados, dois sobrevivem ao processo. Dos sobreviventes, somente ¼ produz pérolas cultivadas e somente uma pérola, a cada quatro cultivadas, é boa o suficiente para exportação.
O fator mais importante no tamanho da pérola cultivada é, normalmente, o tamanho do núcleo. A temperatura da água, a localização do núcleo e o tempo que a pérola permanece dentro do molusco também irão afetar o tamanho e a qualidade.
O período típico de cultivo é de um a dois anos. Para o cultivo de pérolas de boa qualidade, é necessário um período maior, de geralmente três anos e meio.
O cultivo de pérolas não foi desenvolvido da noite para o dia. No século XIII, os chineses já cultivavam pérolas bolhas ou “blisters”. A indústria moderna de pérola cultivada começou no Japão, por volta de 1890, com Kokichi Mikimoto (1858-1954), que iniciou a produção de pérolas cultivadas semiesféricas ou blisters. Em 1913, Mikimoto iniciou a comercialização de pérolas cultivadas esféricas, mas somente em 1921 a produção desta forma entrou no comércio mundial em quantidades comerciais. Devido ao quase colapso do comércio de pérolas naturais, o negócio de pérolas cultivadas floresceu. Depois dos diamantes, as pérolas cultivadas são as gemas mais importantes do setor joalheiro.
Uma colheita produz pérolas de diversas cores, que são separadas. As cores escurecidas pela presença de conchiolina passam por um processo de branqueamento. As pérolas de cores sem atrativo são tingidas ou irradiadas.
O tamanho varia de acordo com o tamanho do núcleo implantado, conforme a parte do molusco em que a pérola foi cultivada e o tempo de cultivo. Quanto maior a pérola, mais difícil é o seu cultivo e mais valiosa ela se torna.
Fator muito importante para a durabilidade e o brilho da pérola cultivada. Pode variar de muito fino a muito grosso, com uma média de 10% a 15% do diâmetro total da pérola e raramente excedendo 30%. A espessura do nácar das pérolas cultivadas nos Mares do Sul é muito maior que qualquer outra, podendo a melhor qualidade apresentar de 40% a 50% de nácar.
As pérolas são muito delicadas. Além de serem porosas, têm dureza de 2 ½ a 4. Nunca limpe pérolas com jato de vapor ou em aparelho de limpeza ultra-som.
As pérolas cultivadas exigem mais cuidados que as naturais, principalmente quando em fios de colares. Gordura da pele e de cosméticos tende a entrar entre a camada de nácar e o núcleo. Esta gordura, geralmente acompanhada de poeira, se apresenta através da fina camada perolada, dando à pérola uma aparência lânguida.
As pérolas não devem ser usadas em piscinas, praias ou ao banho. Nunca se deve passar perfume, laquê ou cremes sobre pérolas. As pérolas devem ser retiradas para se secar os cabelos com o secador. Se tiver contato com suor, antes de serem guardadas, devem ser limpas com uma flanela macia, limpa e levemente úmida. Pérolas devem ser guardadas separadas de outras jóias para evitar riscos.

As peças de pérolas montadas em fios de seda, se usadas com freqüência, devem ser re-enfiadas anualmente ou bienalmente.

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