sexta-feira, 3 de junho de 2011

O ESTILO COQUETEL DOS ANOS 40

 Na década de 40,juntamente com a imagem brasileiríssima de Carmem Miranda e seus balangandãs, nosso país entrou no mundo da jóia.Essa personalidade impressionantemente nacionalista, com suas fantasias e acessórios típicos, mostrou ao mundo um Brasil faceiro, colorido e animado.
 A jóia desse período recebeu o nome de "coquetel", caracterizando- se pela mistura de temas e inspirações mundiais do século XX.Evoluiu a partir do Art Déco e adquiriu energia própria, explodindo em ouro e rubis, tiras de ouro amarelo e chuveiros de safira, águas-marinhas e ametistas em meio à depressão  da segunda guerra mundial.Os traços marcantes deste design foram influenciados por aspectos do Art Déco e pela Era Industrial.Nos anos 40, as linhas arquitetônicas aerodinâmicas das jóias foram suavizadas em curvas mais voluptuosas, tridimensionais e impelidas para o figurativo.
 As primeira joias coquetel, de fins dos anos 30 e começo da década de 40 ainda pareciam geométicas e abstratas, embora tivessem mais volume que as peças Art Déco.Com o passar dos anos, foram ganhando suavidade, colorido e textura.Essas peças foram criadas em atmosfera de mudança social e crises.Duas guerras mundiais tinham trazido drástica redistribuição de riqueza.As mulheres haviam conseguido grande avanço no que diz respeito à  sua independência e autoridade.A geração feminina que ingressou no mercado de trabalho favoreceu o surgimento de um mercado para roupas prêt-à-porter e acessórios, numa época em que as dificuldades financeiras obrigavam até as consumidoras abastadas a fazerem economia.Mesmo com a crise ( que provocava a contenção de gastos cotidianos), nessa época a maioria das mulheres ia ao cinema e ficava exposta a todo o fascínio de Hollywood.Fascínio e escapismo estavam muito em voga nos anos 40, porém, como para comprar platina e diamantes não havia mais dinheiro disponível, o efeito de ostentação foi alcançado com quantidades limitadas de ouro forjado, que davam a impressão de pedaços grossos e pesados de metal nobre.Em contraste com o chique preto-e-branco de meados dos anos 20, a cor tornou-se importante elemento no adorno.
 Pode-se dizer que, dos anos 40 aos anos 50, a bijuteria rivalizou com a joalheria.
  Eliana Gota

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