terça-feira, 24 de maio de 2011

JEJUM

  Jejuar está na moda, mas faz bem?
 Condenado pelos médicos e nutricionistas o jejum tem se tornado popular para limpar o corpo e acalmar a mente.
 Um grupo cada vez maior de pessoas, no mundo todo, está descobrindo os prazeres e benefícios de fechar a boca durante alguns dias.É o jejum laico.Em vez de almejar o êxtase espiritual ou o perdão divino, ele promete uma espécie de pureza que tem afinidade com o universo místico, mas se expressa na linguagem das dietas e dos processos metabólicos.
 Velho como a própria fome, o jejum faz parte do cotidiano de muitas religiões.Os católicos não comem carne vermelha na Sexta-Feira Santa.Os judeus se abstêm de comer seis dias por ano.Os muçulmanos jejuam da alvorada ao anoitecer durante todo o mês do ramadã, o nono mês do calendário islâmico.É uma forma de intensificar a reflexão e a concentração nas orações e de se sacrificar pelo perdão dos pecados.É também uma maneira tradicional de demonstrar devoção.
 Ter poder sobre uma necessidade imposta pela natureza é a primeira recompensa dos jejuadores.Ele se manifesta já nas primeiras horas de jejum, quando os praticantes descobrem a diferença entre fome e vontade de comer.O corpo manifesta fome duas ou três horas após a última refeição.Nesse momento, já foi usado todo o estoque de glicose, o combustível básico das células, obtido a partir da quebra de carboidratos.Como o organismo precisa de energia, lança mão de reservas: moléculas complexas guardadas no fígado, o glicogênio.Quando ele acaba, a opção são as gorduras.O processo de queima de gordura gera substâncias chamadas corpos cetônicos.Eles ajudam a inibir a sensação de fome, mas produzem aquele hálito característico de estômago vazio.O jejum pode trazer riscos para a saúde, como a hipoglicemia.Os níveis de glicose ficam tão baixos que ocorre tontura, dor de cabeça, desmaios e convulsões.Na falta de alimento, o organismo pode queimar músculos em busca de energia, o que ocasiona perdas musculares.
 Prestar atenção às quantidades e à qualidade do que ingerimos parece ser a melhor maneira de manter o organismo em equilíbrio.
 Revista Época

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