segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

BELEZA- MODA DO EGITO ANTIGO AO SÉCULO XVI

 Egito antigo- Juventude, esbelteza e traços finos e alongados compunham o ideal de beleza dos anigos egípcios- que se perpetuou.O padrão está estampado no rosto da rainha Nefertini, que viveu há 3400anos, e cuja escultura é mantida exposta em Berlim."Nerfetini personnificou, além disso, o divino e o poder.Por isso, a elegância dela segue sendo admirada".


 Antiguidade clássica- Há uma forma clássica de definir a beleza:a harmonia de proporções.O conceito, criado na Grécia antiga, tem como base a chamada razão auréa.Segundo os gregos antigos, a perfeição estética está na relação geométrica de 1 para 1,618.O italiano Leonardo da Vinci a ilustrou com o Homem Vitruviano, em que essa proporção pode ser verificada entre a altura do corpo humano (1,618) e a distância di umbigo até o chão (1), e entre a medida da cintura até a cabeça (1,618) e alargura do tórax (1).Atenção: não se está falando em metros.



Renascença ( de 1400 ao início do século XVI ) - A mulher renascentista ideal era voluptuosa e de pele alva, como se vê em A Bela do pintor italiano Ticiano.Essas formas representavam a opulência e o ócio dos ricos em um período de grande escassez, e eram também um modo de indicar a fertilidade feminina.
 Revista Veja

Um comentário:

  1. E hoje, fico doente, o padrão de beleza ser uma mulher esquelética, a "mulher nada", nada de bunda, nada de seios, nada de nada, a não ser um rostinho magrinho e delicado.
    Adoro o padrão de beleza de Vinícius de Morais.
    "Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
    Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
    Seja leve como um resto de nuvem; mas que seja uma nuvem
    Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então
    Nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma boca
    Fresca (nunca úmida) é também de extrema pertinência.
    É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
    Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas
    No enlaçar de uma cintura semovente.
    Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras
    É como um rio sem pontes. Indispensável
    Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
    A mulher se alteie em cálice, e que seus seios
    Sejam uma expressão greco-romana, mais do que gótica ou barroca
    E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
    Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
    Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
    Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume nas coxas
    E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
    No entanto sensível à carícia em sentido contrário. (...)
    E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
    O fel da dúvida. Oh, sobretudo
    Que ela não perca nunca, em não importa em que mundo
    Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
    De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
    Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
    O impossível perfume; e destile sempre
    O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
    De sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
    Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
    Constitua a mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável. "
    Alguém discorda de Vinícius?

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