quinta-feira, 21 de outubro de 2010

PADRÕES DE BELEZA

  Há 500 anos, no Brasil, a formosura estava ligada à pureza.A beleza das índias não passou despercebida por Pero Vaz de Caminha, que as descreveu como "moças bem moças e bem gentis, com cabelos pretos e compridos e sem vergonha alguma".
  Na mesma época, na Europa, o modelo renascentista valorizava a pele branca, o cabelo ondulado e o corpo robusto sem ossos à mostra - considerados sinal de doença.
  No Brasil, vastas e ostensivas ancas já eram extremamente valorizadas, só que como verdadeiras "insígnias aristocráticas".Símbolo da mulher sexuada, desejável e fecunda.
  A moda das loiras surgiu no Brasil, por influência da chegada das bonecas francesas e das prostitutas polonesas.O "fenômeno" teve início logo após a proclamação da República e foi reforçado pelo ideal de "branqueamento" da raça, perseguida pela elite.
  Na Europa, do século 18, pés pequenos, finos e terminado em ponta eram atração sexual; emblema da vida de ócio, determinava um grupo social em que as mulheres pouco caminhavam e , portanto, se diferenciavam das escravas, donas de pés grandes e largos.Não à toa, o príncipe do conto de fadas se curvou ao minúsculo sapato de cristal da gata borralheira.
  Revista da Folha

Um comentário:

  1. É...
    Existiu algum dia padrão de beleza, digamos, simples. Hoje os padrões mudaram, ou você se adapta a eles ou então será eternamente um "fora da moda" e fora dos padrões ditos como adequados pela sociedade. Nosso mundo está preparado para mudar pessoas, criar e recriá-las através de cirurgias plásticas. Será isso uma desfiguração da vida humana? Não sei, só sei que mesmo você nao tendo seios fartos, pernas grossas, "bunda" cheia e empinada dentre outros aspectos, pode-se sem problema algum, comprá-los. Caríssimos, por sinal.
    Nosso mundo está não apenas em uma era de mudanças tecnológicas, mas sobretudo, estamos vivenciando mudanças nas características humanas, não pela ordem natural, mas pela própria mão humana. (Mãos de cirurgiões plásticos)

    "Vivamos como somos, e não, vamos mudar para adequar-mos ao que a sociedade exige!"

    Abraços, Rubens - @rubensstaloch

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